quinta-feira, 20 de março de 2008

[The best albums] - 9º Loud'n'Proud (Nazareth)

Release date: 1973. Se o álbum anterior era nostálgico este então nem se diga. Que me lembre a primeira música deste álbum eu conheci aos 6 ou 7 anos em uma fita antiga do meu pai. Bom, bota antiga nisso!

E, naquela época, eu já comecei a gostar da música do Nazareth de forma diferente. Havia Rush, Queen, Black Sabbath, Deep Purple, além do próprio Nazareth e outras coisas naquelas fitas. Mas, apesar de gostar do resto, com o Nazareth o negócio foi mais sério :)

Este álbum eu vim a adquiri-lo e consequentemente a ouvi-lo inteiro somente em 1994. E a surpresa não foi muita ao descobrir que era um álbum riquíssimo, quase sem músicas ruins (exceto a última que hoje em dia até que vai).

Com músicas bem rápidas e pesadas, como Not Fakin'it (na minha opinião, uma das percursoras do speed metal), Turn on your receiver e Teenage Nervous Breakdown (ou "A sua tia está no hospital"), o álbum dá sequência à quebra de paradigma que a banda havia iniciado com seu trabalho anterior Razamanaz. O ponto alto deste trabalho sem dúvida é a versão de This Flight Tonight (a original é de Joni Mitchel). Eu nunca ouvi a original, mas essa versão quebra tudo! Uma das músicas mais geniais que já conheci.

As baladas não são abandonadas com a ótima Child in the Sun, que tem uma excelente participação de Many Charlton (guitarrista) nos vocais. O álbum é finalizado com o cover chatinho The Balad of Hollis Brown (a original é de Bob Dylan).

Apesar do excesso de versões, isso não afeta a qualidade final do trabalho, pelo contrário afinal de contas algumas delas são muito bem escolhidas. Também não tira o mérito da banda, que apesar destes, também compôs excelentes sons para este trabalho. Com qualidade e valor histórico indiscutível, esse álbum definitivamente marcou (e inspirou) o hard rock, o heavy metal, e principalmente a mim!

Melhor Música:

sábado, 15 de março de 2008

[The best albums] - 10º The time of the Oath (Helloween)

Nos últimos dias, como eu não tinha muito o que escrever, ou o que eu queria escrever exigia muito esforço, e já que eu ultimamente decidi falar sobre música, então decidi fazer um pequeno review dos 10 melhores álbuns de todos os tempos, na minha opinião (claro!).

Mas nem eu mesmo sabia quais eram os 10 melhores. E como eu gosto dessas bobeiras de ranking, classificação, apliquei uma pequena técnica e cheguei a uma lista. E olha que em alguns momentos não foi fácil. Teve alguns que saíram da lista com muita tristeza....:).

Para terminar as linhas gerais, considerei somente álbuns de estúdio completos e com músicas inéditas (sem singles, EP's, coletâneas ou ao vivo). E também descartei o Dark Passion Play (já com resenha abaixo) porque acho que meu julgamento sobre esse álbum é um tanto parcial, já que no momento estou empolgado com ele. Mas, ainda assim, acho que correria uma sério risco dele pintar nessa lista em minha condição normal de julgamento. Talvez no futuro eu venha a corrigir esse "erro".

Enfim, na décima posição, e de certa forma para minha própria surpresa, saiu esse que é para mim um álbum nostálgico. Foi principalmente através das músicas que compõem esse petardo do heavy metal moderno que fui apresentado ao estilo. E seria difícil que fosse de maneira melhor!

Em 1996 o Helloween já tinha mostrado com o debut anterior que estava de "volta" ao metal e com força total. Com a reputação reconquistada e os novos músicos em perfeita sintonia, estava montado o cenário ideal para um clássico.

Com músicas rápidas e marcantes como We Burn e Steel Tormentor o álbum começa marcando presença. A injustiçada Wake Up the Mountain, uma das melhores da banda e com uma letra bem "up" característica da banda, abre alas para um dos maiores clássicos da história do metal. Power, que não poderia ter um nome mais adequado. Após isso, o álbum segue em altos e baixos com as ótimas Anything my mamma don't like e Mission Motherland, a grudenta balada Forever and One e a pesada e diferente Before the War. As dispensáveis Kings will be kings e If I Knew são o ponto baixo do álbum que fecha com mais um clássico, a faixa-título Time of the oath em que Grapow apresenta sua ótima qualidade como compositor e guitarrista.

Com esse álbum o Helloween provou a todos que não estava morto e que ainda tinha muita lenha para queimar. Ele fica marcado com clássicos que dificilmente esqueceremos. Se vc não o conhece, não perca!

Melhor música: Power

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dark Passion Play

Com a saída de Tarja Turunen do Nightwish havia expectativa pelo o que a banda se tornaria. E essa expectiva era (ou ainda é) maior do que a saída de vocalistas ou membros importantes de outras bandas. Afinal de contas, a moça era quase a essência do estilo da banda, o vocal dela caracterizava um estilo que o Nightwish praticamente criou.

Porém não podemos nos esquecer que a mente pensante e o principal compositor é nosso amigo Tuomas, esse sim, o espírito da banda. E, vamos e convenhamos, o cara é bom. Além de grande músico é um poeta como poucos.

Pois bem, após muita expectativa, inclusive para o anúncio da nova vocalista, a também gatíssima Anette Olzen. O álbum saiu! E, logo de cara já recebeu boas críticas. E não foi à toa. Eu que nunca fui um grande fã do Nightwish, achei esse álbum um petardo. Um Tuomas inspiradíssimo e uma nova vocalista que, na minha modesta opinião, facilita bem o trabalho dele (além de ser linda"). Vamos falar das músicas uma a uma:

The poet and the pendulum: Perfeita! Tuomas faz uma auto-reflexão de sua condição de poeta e como ele vê o mundo e como ele pensa que o mundo o vê. Inspiradíssimo, essa reflexão gerou, a meu ver, a melhor música deles disparada! Refrão poderoso, Anette segurando a onda e um Marco que entra na hora certa. Sem mais o que dizer. Nota 10

Bye Bye Beautiful: Uma mensagem à Tarja? Provavelmente! Um Marco agressivo, Anette em segundo plano e uma boa música. O álbum mantém o pique. Nota 7,5

Amaranth: Aqui Anette mostra porque ela merece o posto de vocalista da banda, explorando bem sua tecitura vocal a moça manda muito bem. Um refrão diferente, e uma música mais ainda. Quem apostava que o Nightwish viria um pouco diferente acertou, pra mim veio e veio melhor. Grande música. Nota 8,5

Cadence of her last breathe: Sabe aquelas músicas gostosas de ouvir? Vocais muito bem explorados, refrão muito bem construído. Enfim, a boa forma continua. Nota 8

Master Passion Greed: Aqui a banda flerta com um metal mais tradicional. Música toda cantada pelo nosso amigo Marco, é uma música bem pesada e de ritmo mais "quebrado". Música legal. Nota 7

Eva: Bom, é só uma boa balada. A música é bonitinha, no estilo do Nightwisth mesmo. Nada de mais, nem de menos. Talvez com um pouco mais de audição se torne melhor. Nota 6

Sahara: Aqui as partes orquestradas têm grande presença. A música é bonita, ritmo mais cadenciado. Não é uma grande música, mas mantém a boa qualidade do álbum. Nota: 7

Whoever Brings the Night: Essa música é meio estranha. Não é ruim, mas também não faz falta. Parece mais uma do tipo "enche linguiça". Nota: 5

For the Heart I Once Had: É uma música "bonitinha". Tem na voz de Anette o grande destaque, com um refrão bem forte e uma melodia bem legal. É a mais curta do álbum e bem objetiva. Tá valendo. Nota: 7

The Islander: Ao ouvir essa música eu me lembrei do Blind Guardian. Aquele clima de bardos cantando em volta da fogueira, com uma flauta que traz um clima legal. Deve ter algumas características da música local (finlandesa) e é uma canção bem interessante e muito bem cantada pela dupla Anette/Marco. Nota: 7,5

Last of the Wilds: Música somente instrumental que segue a linha da anterior. Têm uma gaita-de-fole ou algo do tipo por traz. Eu não gosto muito de músicas instrumentais, mas essa é bem agradável quando não se está muito preocupado com o que vc está ouvindo (se é que me entendem). Nota: 7

7 Days to the Wolves: Nossos amigos não economizaram na quantidade de músicas desse álbum. Essa música agrega com qualidade todas as características positivas do álbum. Orquestras bem "encaixadas", duetos de Anette com Marco, esse que tem uma participação bem ativa em todo o álbum, e todas elas muito bem colocadas. Além disso todos os músicos em boa forma e um refrão bem forte. Nota: 8

Meadows of Heaven: O álbum já chega na sua última canção com o dever cumprido. Mas ainda reserva aqui um final glamuroso. Eu gosto muito de corais, e se era o que estava faltando, não falta mais. Eles entram no melhor estilo música gospel americano, mas muito bem aplicados. Anette pra variar cantando demais em uma balada pra lá de inspirada. Orquestras perfeitas e um quê do Nightwish que todos conhecem. Nota: 9

Bom, já chega né. O álbum é bom pra cacete e pronto!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Brazilian Cup


Ora, e qual é o problema?

Não sei quem foi que disse que brasileiro tem síndrome de cachorro vira-lata, só sei que é muito sensato.

Não vamos confundir nariz de porco com tomada, é evidente que o Brasil tem uma série de problemas que precisam ser resolvidos, mas não é a ocorrência ou não de uma copa que vai mudar as coisas. É evidente que para que ela aconteça vão ocorrer uma série de investimentos, uma politicagem infernal em volta da grana que os governos pretendem gastar. Isso é o lado ruim da história. O negócio é os tribunais de conta e o legislativo ficarem de olho nas licitações, investimentos, etc, para evitar os abusos.

Porém, de qualquer maneira, o investimento feito em grande parte trará retorno com a arrecadação em torno do evento, isso sem falar que os benefícios vão ficar quando a copa acabar. Concordo que uma copa não é o melhor motivador para investimentos em infra-estrutura, mas enfim, não me importa o pato, eu quero o ovo!

E que esse seja mais um fato que venha a contribuir para o crescimento do Brasil e para a auto-estima do povo brasileiro.

Falei!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Gambling With the Devil

Bom vamos para um post de verdade...

E nada melhor do que começar falando de um álbum do Helloween. Afinal de contas, no passado longínquo e distante eu era um fã de carteirinha do Helloween. Enfim, o tempo passa, tanto para mim quanto para a banda.

E desde que eu comecei a ouvi-los, a banda passou por muitos altos e baixos. Os dois últimos álbuns, após a saída do Roland Grapow e Uli Kusch foram expressão clara do momento conturbado em que a banda estava. Após o bom mas inconstante The Dark Ride (ainda com a presença de Roland e Uli), dois álbuns fracos e sem inspiração (Rabbit's Don't Come Easy e The Legacy). Enfim, o Helloween não ia bem. Como se já não bastasse a falta de clássicos, os caras ainda têm a infeliz idéia de pôr o nome de Keeper of the Seven Keys (The Legacy) em um álbum fraco e com mais pompa do que música mesmo.

E depois da poeira baixar, já tava na hora deles mostrarem que ainda são muito bons naquilo que fazem. E conseguiram!! É muito legal ver novamente um álbum tão criativo e bem feito como o novo "Gambling With the Devil".

O álbum começa com uma introdução normal e já entra logo com a matadora "Kill It". Música pesada, uma banda bem entrosada e (pasmem!) um Andi Deris inspirado. Mas esse é só começo, logo eles emendam "The Saints", música espirituosa e crescente que não cansa nem um segundo de seus 7 minutos e poucos, solo longo mas inspirado dos guitarristas, ótima música!

Depois, As Long as I Fall, música de trabalho que já tem até clipe, típica das composições do Andi Deris (e muito boa!). Em seguida eles emendam a sensacional Paint A New World, senhoras e senhores, que música! Simples, mas com uma velocidade sensacional e melodia de voz excelente, é a melhor do álbum! Power metal na veia!! hehehe....

O álbum segue com duas músicas mais ou menos Final Fortune e The Bells of the 7 Hells não são ruins, melodias razoáveis mas um pouco repetitivas. Potenciais para ">>" nas próximas audições....Mas o álbum não acaba por aí, vem com a inspiradíssima Fallen to Pieces. Música diferente, acho que nenhum fã do Helloween esperaria algo do tipo. Mas a música é bem legal, bom trabalho do Andi (de novo) e das guitarras....Ouso dizer que soa como uma música do Angra.....muito boa!

I.M.E. mantém o álbum em alta, música pesada, refrão bom. Can Do It é a música coxinha que o Helloween gosta de fazer. Apesar disso, a música não é tão ruim assim. Dreambound já começa a encerrar o álbum e começa muito bem. Melódica, música crescente, bridge e refrão empolgantes....o que mais? Heaven Tell No Lies encerra álbum bem, eu não diria que é encerrar com chave de ouro, mas não precisa, o conjunto da obra já tá ótimo!!

Acho que poucos (que não me incluíam) esperavam um álbum tão bom do Helloween. Não sei também se a opinião geral será a mesma que a minha, mas pra mim o Helloween tá de volta com força total! Até o site está com um visual renovado e bem legal ....:).

Agora é esperar eles passarem por aqui, quem sabe eles não vêm junto com o Gamma Ray, que também tá de álbum novo, e fazem um show épico em São Paulo? É esperar pra ver.

That's all folks!

Faça-se a luz

Bom, finalmente cá estou. Acreditem, esse post já foi planejado um bocado de vezes. Já quis fazer um blog pra mim, até comecei, mas dá muito trabalho e infelizmente estou sem tempo pra isso. Já tive o tempo também, mas enfim, acabei não fazendo. No final das contas, até que aprendi um pouco de PHP, mas blog que é bom necas de pitibiribas. Afinal, convenhamos, as ferramentas que temos hoje, como o blogger, são muito boas, e enquanto eu estiver desenvolvendo algo próximo a essas ferramentas, elas já estarão muito melhores, então, sem reinventar a roda.

Bom, eu gosto de escrever e quero exercitar isso. Nessa onda de Web 2.0, nada mais natural que fazê-lo em um blog. Eu sei que ainda estou com pouco tempo e creio que as atualizações tenderão a ser raras. Vamos ver....

Sei que esse blog deverá ser raramente visto, e não me importo muito com isso. Anyway, se você caiu por aqui e quiser dar uma lida nas minhas bobagens, sinta-se à vontade para comentar o que quiser. Eu gosto disso, até porque, não vou ficar aqui contando minha vida (que seria muito chato), mas abordando assuntos diversos que considerar importante, e nesses assuntos, a interação sempre é interessante e produtiva.

Bom, chega de ladainha. Com o tempo, eu vou me acostumando com isso aqui.

That's all folks!